Uma felicidade imensa se lia nos olhos radiantes [de Raskólnikov]; já não podia duvidar que ele a amava [a Sonietchka] com um amor infinito […]. Quiseram falar e não puderam. Havia lágrimas nos seus olhos. Estavam ambos pálidos e abatidos, mas em seus rostos enfermiços e pálidos brilhava já a aurora de uma renovação, de uma plena ressurreição para uma vida nova. O amor regenerava-os, o coração de um encerrava uma fonte de vida inesgotável para o coração do outro. […] Ele havia ressuscitado, sentia-o em todo o seu ser renovado, e ela – ela só vivia da vida dele!
Crime e castigo