até que a amnésia nos separe.
É tudo tão intenso e imenso que nem por uma fração de segundo consigo me ver longe de ti ou sem te amar. Não sou muito amiga das palavras, vc sabe, nem escrever meu tcc eu consigo direito, mas a verdade é que eu descobri que te amo. Por mais que eu abomine essa idéia, a cada vez que penso em vc ter que voltar, por simplesmente, falta de dinheiro, causo um estrondo dentro do meu coração. Não pense que isso é intuição, é apenas medo de algum dia te perder. Lembra de quando eu vim pra cá? revirei sua vida de cabeca pra baixo. Tarefa do destino, pois se estivesse tudo no lugar, ainda estaria tudo no lugar até agora. E vc não quis assim. Te amo também por isso. Nas minhas horas vagas e não-vagas começo a lembrar de ti. Basta eu ter qualquer tipo de crise dessas pós-modernas, dessas que oscilam entre depressão, tpm, crise existencial, job chato, bipolaridade, tanto faz. O que eu quero mesmo é um pretexto pra lembrar de ti. Acho que nunca te disse que te amo dessa forma, mas a hora chegou, já que nos considero uma relação estável. Sim, meu amor, eu te amo e quero um dia me casar com vc.
leia e me dê sua crítica
Falando em mulher e em vergonha de assumir uma surra, lembrei do negão. Não do vibrador da minha tia adúltera, me refiro a um pleba-fdp. Apanhei dele no final de 98. Apanhei desgraçadamente, de cinto. O motivo foi a desconfiança de que eu estaria investindo minha lábia cibernética sobre a irmã dele, de 13 anos. Eu a queria mesmo, e ela também não procurava fugir muito. Um dia, eu nos alertei sobre o perigo do negão e comparsas descobrirem sobre nossa amizade. Como eu tava ficando nervoso com isso, ela me acalmou dizendo que resolveria de uma vez: contaria a ele que nós éramos só amigos, nos encontrávamos aos sábados no interbelém, que eu era um nerd gente boa, e ainda o convidaria para se juntar ao nosso ponto de encontro maloqueiro.
Fiquei aliviado e até arrisquei encarar denovo o pleba ciumento – que me devolveu um sorriso enigmático, mas amistoso. Quando fui retribuir a gentileza ele já tinha virado a cara.
A verdade é que eu nem era tão gamado assim. Estava mesmo afim de uma loira de Paragominas, filha de madeireiro, novata na ocasião. Ela tinha a minha idade, comportava-se semelhante às nerdas e tinha olhos tão escuros que contrastavam com a brancura da sua tez púbere e quase albina. Aquela era a coisa mais linda que eu tinha visto andando sobre duas lindas pernas – com silhueta muito bem aparada por um par de seios em crescimento que saltitavam às vistas de qualquer frade marista.
Em poucos meses eu já trocava olhares confidenciais com a Olhos-negros. Sempre combinávamos em silêncio de nos ver perto da bonbonnière menor, ao lado do auditório, logo depois da campa do recreio. Ás vezes o Língua-amarela não tinha troco para os 50 reais dela – e eu gentilmente lhe comprava um snick-bar ou a enchia a mão de mm’s. Derramava na maciez das mãos dela mais ou menos a metade, nem me doía dar pra ela os marronzinhos – meus preferidos. Orgulhoso, saciava-lhe a fome. Ela sorria e, sem nem me agradecer, dava-me as costas. Nesse dia ela me apertou a mão e disse “valeu”. E se foi. Antes de ir de vez eu tomei coragem e alisei todo o rabo de cabelo de ouro dela.
Não sei se ela sentiu, mas nesse dia eu resolvi furar a sagrada garrafinha para ir chorar no auditório vazio. Ali eu me sentia bem, ligava poucas luzes. Sentava na última cadeira de frente para o palco. Ascendi um cigarro metafísico (não fumava) e pensava em como regeria uma peça contracenada por mim e pela Olhos-negros.
Surdo e cego, eu era Rick, dono de um cassino clandestino. Melhor, seria Billy-the-kid, e ela seria a filha do xerife local.
Aceitei um trabalho qualquer na fazenda de seu pai. Dormia no palheiro. À noite, quando ela me visitava no curral, fazíamos sexo aos 13 anos. Um sexo sem penetração e sem pêlos. Toda noite era isso, trocávamos confidências. Ela se mostrava ciumenta com uma das escravinhas, representada pela irmã do negão – agradecida pelo papel da linda negrinha sedutora.
Nessa noite, enquanto eu descansava no palheiro, ouvi a porta ranger. Não tínhamos mais assunto. Era ela. Estava louco com a possibilidade de ver seus seios e apertar meu sexo contra o dela. Peidei de emoção e de medo pois essa noite eu finalmente a possuiria. Midnight Cowboys seria o fundo ideal para nosso gozo aloprado. Ouvi seus passos vindo em minha direção, por trás. Abaixei mais a aba do meu chapéu para fingir que estava dormindo para ser pego de surpresa e de pau duro. Mas os braços que me abraçaram de surpresa se enroscaram no meu pescoço com demasiada força.
Uma gravata de porteiro me levantou do palheiro ao auditório. Com as cortinas fechadas, não conseguia enxergar meu agressor. Gargalhadas ascenderam todas as lâmpadas do auditório – branco e de generosas proporções. Negão e dois primos eram meus rivais. Esperneava feito uma barata quando fui lambado na coxa, depois na barriga. Um soco, dois socos. Minhas pálpebras eram a saída para fugir dali pelo sono sem sonhos da desonra completa.
sobre a sorte
caraquella,
muito temos penado esses dias , especialmente depois que voltamos (rememo: geladeira, nota e agora a gorda). mas as coisas são assim mesmo e elas vão se ajustando de acordo com a nossa natureza. então a luta pela sorte passa a ser nossa.
Dizem que uma medida entre acontecimentos bons e ruins se iguala no final da vida. Mas é que poucos reconhecem o poder de rir da vida. só o homem pode sorrir, ninguém mais consegue usar o humor como nós. Rir da vida é o que vai fazendo, nesse literal final de contas, que nosso saldo acabe positivo. Até Braz Cubas riu dessa vida e se despediu dela com um mísero +1. É uma cortesia que a vida dá ao “homem lúcido”, o homem que vive no sacerdócio de não se deixar viver só por viver.
Cá pra nós: tá tudo dando certo. Há um ano atrás, mais ou menos, estaríamos nós agora a madrugar pensando de que jeito menos sem-jeito eu poderia… enfim, aquilo sim, sem nada aparentemente de ruim acontecendo, era o infortúnio perseguindo, querendo fazer da nossa contra-vontade um destino pálido, um cálculo que ia terminar em zero, com certeza.
10 coisas que parecem cool, mas não são.
Post retirado de algum blog que eu não sei qual é. Deve ser da anasjd@dhsiuhs.com que é a única pessoa que até hoje comentou nesse blog. Aliás, esse post é o de maior visitação (9). Os outros não passam, de 3 ou 4 – todas de bxorao ou de bbxorao.
Bom, autor do post, desculpa aí pelo crtlC crtlV. Mas não pensei que alguém além de mim e da minha namorada fossem ser assíduos neste blog. Esse é um blog muito pessoal, nunca divulgamos ele nem para amigos nossos. Nós fizemos ele para colocar coisas pra nós dois lermos – pq ela foi morar em sp e eu fiquei em belem. Ele é tão discreto que não temos links parceiros, amiguinhos comentando, nada. Se tu reparares até os apelidos que comentam são os mesmos. E eu só não coloquei que eu tava copiando o conteúdo de outro site pq a única pessoa assidua aqui ja sabia, eu ja tinha comentado desse 10 coisas cool com ela – que alias, é idéia de um site americano.
Mas uma coisa que me intrigou foi tu dizeres que nós somos criminosos. Só se tu achas que o nosso kibeloco aqui vai alterar alguma coisa na tua fama de ser a publicadora do conteúdo do 10 coisas cool. Acho que está claro que não foi essa nossa intenção – e nem se fosse.
Faz o seguinte: kiss-the-mothafucking-fat-ass do americano que publicou 10 coisas cool primeiro. Não esquece de beijar mais a do cara que criou o chuck norris facts – esse merece. Quer uma idéia boa? Começa a instigar os blogueiros por ai pra montarem uma premiação de blogueiros – tipo vma / vmb. Assim vcs matam de vez essa sede de nomeada. E, quem sabe, faturem algum com publicidade.
10) Ir ao restaurante de comida japonesa e não comer comida japonesa
eu nem ligo que os restaurantes estejam se popularizando. Acho ótimo, na verdade – cria concorrência e os preços caem. Eu gosto bastante de comida japonesa e acho que a ‘moda’, sem sentido pejorativo, veio justamente por essa concorrência, que tornou os preços mais acessíveis. Mas assim, OU VOCÊ GOSTA OU VOCÊ NÃO GOSTA. Não tem essa de ‘eu gosto, só não gosto do peixe-cru’. Amigo, você não pode ir a um restaurante japonês, pagar 35 reais e comer manga enrolada no arroz e um Yakissoba, ok? Então, se você não gosta, não precisa ir só porquê você acha que te faz parecer descolado. Porque ir ao restaurante japonês e não comer comida japonesa, olha só, provoca justamente o contrário.
9) Ouvir música alta no celular
Cara, essa é sintomática. Porque é visível no olhar desafiador da pessoa que faz isso que ela realmente se acha muito descolada por ter alto-falantes em seu Sony w300i. Pois eu tenho uma novidade pra você, amigo: não é legal. Não importa o gênero que você ouve, não importa quantas músicas ou o motivo pelo qual você está fazendo isso: todas as outras pessoas ao teu redor, dentro do ônibus, no metrô ou na rua, nesse momento, te acham um babaca. Inclua a variação ‘ouvir música muito alta no seu carro’, e a outra variação, ‘acelerar sua moto e fazer aqueles barulhos de tiros’. Ambas NÃO te fazem parecer descolado, embora você aparente estar se sentindo muito descolado, e ambas acabam interseccionadas com o próximo item, que é…
8 ) Tunar o carro
Ttunar o carro é meio como fazer cirurgia plástica: as pessoas começaram fazendo pequenos retoques, porque era bonito ou porque era preciso. Mas depois a coisa descambou, perdeu-se a referência e hoje em dia todo mundo faz 30 mil modificações e isso acaba resultando em aberrações. Fica ridículo, mas ninguém tem coragem de falar, porque deu um trabalhão para fazer. E não é descolado.
7) Usar buttons
Olha, esse item é controverso. Eu mesma tenho alguns buttons de bandas descoladinhas que gosto de ouvir. Mas cheguei a conclusão que buttons não te fazem parecer descolado, por mais que dêem essa ilusão. É uma pena, pois seria uma maneira relativamente fácil de parecer descolado. Só que não funciona. Embora o design moderno e as cores dos buttons possam enganar alguns incautos, não se iluda: na maioria das vezes você só vai parecer alguém tentando parecer descolado e usando buttons para isso.
6) Tatuar o nome da sua banda preferida aos 15 anos
Olha, eu tenho uma coisa para te falar, se você tem 15 anos. Eu sei (e eu realmente sei do que estou falando) que o mundo parece ser pequeno, mas olha, ele é muito maior. E eu posso te garantir que em menos de, digamos, 5 anos, você não vai mais ouvir as mesmas músicas que ouvia. Além disso, sabe aquela cara de ‘…ah.’ que as pessoas fazem quando você explica para elas o que significa sua tatuagem escrito ‘NX S2′? Então, aquela cara significa que você falhou profundamente na sua intenção de parecer descolado.
5) Ler Paulo Coelho
Gente, que fique claro que eu não tenho nada contra ler Paulo Coelho, nem acho que é literatura pobre ou coisa assim. A questão aqui é que ler os livros dele, sinto informar, não faz ninguém parecer mais descolado. Eu sei que esse é um item perigoso. Você pode pensar que chegar numa roda de descoladinhos com ‘O Alquimista’ debaixo do braço fará milagres, mas não. Falar sobre os livros dele que você leu também não ajuda. Alguém precisa te avisar.
4) Usar o penteado da Amy Winehouse
Gente, ELA pode. Ela é louca. Mas ninguém que não fuma crack pode, de livre e espontânea vontade, fazer aquilo no cabelo. Ninguém vai te olhar e dizer ‘uau, que pessoa legal’. A reação vai ser algo mais como ‘olha, ela quis parecer legal imitando a Amy Winehouse mas não deu muito certo’. Confie em mim.
3) Ficar com um cabinho de pirulito na boca
Calma que eu vou explicar. A moda das raves trouxe junto alguns hábitos curiosos, que rapidamente se espalharam entre os jovens. Um deles foi o uso compulsório de pirulitos. É porque o ecstasy gera alguma brisa maluca que a pessoa fica mordendo (eu acho bem horrível, mas ok, sem lição de moral) então precisa ter algo na boca para morder. Aí, nas festas, a galera fica com cabinhos de pirulitos na boca. Só que a moda se espalhou para os outros ambientes, e as pessoas (talvez querendo dar a entender que estão sob efeito do ecstasy sem estarem) ficam com esse negócio na boca. Isso não faz você parecer descolado, ok? Só em caso de você não saber.
2) Usar um chapéu que quer ser parecido com o do Justin (Timberlake)
Eu preciso explicar porque isso não é descolado?
1) Ter um blog
Ok, eu sei como é. Você tá de bobeira em casa e sua mãe lê sua redação do colégio. Aí ela te diz que você escreve bem e isso vira sua cabeça. A idéia soa legal. Você vai poder dizer para as pessoas ‘olha, entra no meu blog’. Vai poder mostrar ao mundo o que você pensa dele. Mas enquanto você pensa que todo mundo deve estar te achando muito legal por isso, a maioria das pessoas só te vê como um… nerd. Sim, talvez um nerd antenado, mas nada além de um nerd. E nerds, na visão tradicional (que não inclui vida pós-tecnologica), não são descolados.
irraaa!
Hoje é sexta-feira
Chega de canseira
Tô de saco cheio
Tô prá lá do meio
Da minha cabeça…
Chega de aluguel (chega de eveline e gorda)
Chega de patrão (coco)
O coração no céu
E o sol no coração
Eu quero é diversão…
bavaria, bavaria, bavaria… Bavaria!! (0,85 centavos)
decepção
não vou msm entrar no job da são judas… além de nem ligarem pro meu email com idéias, eu ouvi dizerem que o job vai pro outro redator…
Aniversário da suelen
b, a suelen e o rafa aqui da agencia vão comemorar o aniversário dele no CB. eh um pub na barra funda. Dizem que o lugar eh muito legal, o regi disse ateh que eh o melhor lugar de sp na opiniao dele. Na sexta vai tocar velhas virgens (o jarguar disse que eh um ultraje a rigor piorado, puta merda, ultraje a rigor ja eh uma merda, imagine piorado) dai eu fui ouvir uma musica, eh parece um o funk carioca, mas como eh rock, as pessoas consideram cool. ¬¬
mas o mais importante, a entrada eh 20 reais e a cerveja la dentro eh 5 reais.
e ae, o qe tu acha??
caraco
pícara, peguei um filme q parece que tem muito a ver comigo, enquanto profissional. Olha a sinopse: um jornalista, empolgado, reencontrou nas ruas um jovem boxeador campeão - que tava sumido e já era até dado como morto. Mas o moleque que ele encontrou não era boxeador campeão porra nenhuma, só que ele entra na onda, ele viu ali uma oportunidade de ser alguem na vida.
E é só o que eu sei… égua, b… to curioso pra saber no que vai dar.
musiquinha b
Terra de Virgulino
Lá de cima, donde desce o São Francisco
até lá embaixo nos campos de algodão
são as terras do velho Virgulino
o pior da família, o matador, o Lampião
Forró-hardcore no celeiro
e tudo o que há de ruim dentro da Bahia
só os piores e mais caçados cangaceiros
e eu, tocador de Hardcore jamboree
Dia 13, meia-noite, sexta-feira
e o som já vai rolando em pleno ritual de Ogum
do xerife escalpelado o que sobrou foi a caveira
servindo de bandeira para a malhação do Judas
Com o relincho do jumento em lua-cheia
e os ventos da má-sorte que sopram pelo Nordeste
todos os cabra-da-peste foragidos da cadeia
dando tiro pro alto, dançando e tomando mé.
(é inspirado nas músicas do matanza, mas é pros raimundos tocarem
depo pro viaminho
é, cara… com essa realmente tu te fudeste né?
nem pros teus amigos de infancia tu responde mais… típico de um cara que se esconde por dentro de si mesmo.
mas velho, na boa, tu és tao gente boa que se tu tivesses falado que tu eras gay antes, eu não deixaria de ser teu amigo. nao mesmo. a menos que tu me respeitasse – o que parece que não aconteceu.
Mas, enfim, além de falso, tu não respeitaste nenhum dos teus amigos e agora vive fugindo da tua verdade. Não queria dizer, mas “covarde”.
Seria um triste fim pra quem parecia tão alegre. sem razão, sem amigos – só espero que não perca a vergonha. Pq só um sem vergonha não daria satisfação nenhuma aos amigos mais íntimos (não falo de mim, falo da thayane, karla, mila e mari) sobre o que aconteceu com o yuri.
Ainda bem que segui meu coração e vim pra sao paulo pra viver minha vida do jeito mais autentico possível – e acabei, por sorte, fugindo dessa vergonha alheia.
Os ventos da má sorte chegaram bem na tua casa, né?
Tua máscara já caiu, cara. Falou!




